11 de agosto – Dia do Advogado

Por Mario Thadeu Leme de Barros Filho

O advogado é, antes de tudo, alguém que escuta — histórias, dores, medos, expectativas e, muitas vezes, o silêncio.
No trabalho com o luto, essa escuta ganha centralidade. O luto é emocional, jurídico, social e cultural. Perdas geram conflitos sobre direitos, responsabilidades e decisões que pedem sensibilidade e técnica em igual medida.

Defendo, mais do que nunca, uma advocacia dialógica — que, na minha prática, se traduz em advocacia próxima. Isso significa ir além da letra da lei: compreender o contexto, reconhecer o impacto humano e agir com ética e cuidado.

Construir soluções com diálogo implica conversar com o cliente e com todos os envolvidos. No campo do luto, é atuar em rede com profissionais das dimensões biológicas, psicológicas e sociais que sustentam esse processo.

Cuidar do direito fundamental ao luto é garantir que cada pessoa atravesse esse período com dignidade, equidade, acolhimento e amparo social, laboral e jurídico, com procedimentos simples e acessíveis. Essa é também tarefa do advogado: promover esse direito, prevenir conflitos, mediar com sensibilidade, facilitar caminhos jurídicos e construir pontes entre pessoas, instituições e políticas públicas.

O luto pede mais do que um parecer: pede presença, compreensão e pontes de comunicação.
No Dia do Advogado, celebramos a profissão e o compromisso com uma advocacia construída na proximidade, na escuta e no diálogo — porque cuidar de direitos é cuidar de pessoas.


Mario Thadeu Leme de Barros Filho é advogado, membro do Comitê de Bioética e do Comitê de Relações Internacionais da ABMLuto.

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